terça-feira, 2 de junho de 2009

Valha-me Deus!

Esta crónica chama-se “valha-me Deus”! E porquê? Porque é a expressão que o nosso povo usa quando alguém faz alguma coisa mal feita, ou então quando precisa de ajuda. Neste último caso a súplica está subjacente, assim como a prece! Mas o que eu mais gosto é do uso desta expressão enquanto crítica. Quantas vezes ouvimos: “valha-me Deus meu filho! No que tu te foste meter!” e por aí adiante…
Isto a propósito do asfaltamento em Penamaior com alcatrão de uma rua a fazer lembrar os tempos da outra senhora!
Já aqui neste blogue eu tinha feito reparo que um dia destes e para tapar as “crateras” e buracos das nossas estradas, alguém se iria lembrar de “tapar olhos” e deitar o tal “bufinho” de que alguém escreveu neste espaço.
Agora que o calor chegou, é ver o alcatrão a derreter e ver os “varredores de areia” a puxar (a varrer) areia das bermas para o centro da estrada! Onde é que já se viu isto? Para além do custo de manter 3 funcionários com um trabalho inglório de “varrer” constantemente uma estrada, as casas junto á mesma estão agora todas cheias de pó! Será que o António Carvalho (candidato PSD à Junta e com casa na mesma Rua gosta do pó que tem agora em casa?) Isto noutro concelho já tinha dado algumas queixas! Mas o povo aqui é sereno.
Estou para ver quando acontece um acidente! Se um carro ou moto tem que travar, vai ser bonito segurar o veículo em cima de areia! Quero ver quem se vai responsabilizar...
Quero aqui deixar o meu singelo (mas efectivo) contributo para os responsáveis deste sector: Existe um sistema de alcatroar estradas – mais acessível do que o betuminoso – chamado MICROAGLOMERADO e que foi usado por exemplo na estrada de Monte Córdova – Curtinhas – Pilar. Como alguns sabem e podem ver, quando está muito calor, não acontece o que aconteceu na estrada do Padrão! E até dá um ar de estrada nova!
Agora e por último, a cereja em cima do bolo: deita-se o alcatrão tapam-se as passadeiras (que na verdade já não se viam), e siga a marinha! Está tudo bem! Para o povo de Penamaior qualquer coisa serve! E calou! Agradeçam ao glorioso lá no céu pois podíamos todos ter estradas em terra… Valha-me Deus!

O Ermita Mor

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